sexta-feira, 28 de março de 2008

Uma vez até passa, mas sempre???!!!

O meu horário de trabalho permite-me atravessar a ponte Vasco da Gama em horários que não de ponta. O que é bom! Mas, quer dizer, não dá para aproveitar porque os senhores concessionários da ponte aproveitam essa hora para fazer sei lá o quê. manutenção dizem. Mas irrita-me pagar a portagem, que por sinal de barata não tem nada, e em vez das 3 faixas de rodagem ter apenas duas e à vezes uma. Como é que é???!!! Pronto, se têm que pôr aqueles pinos laranja e plantar lá uns camiões amarelos a atrapalhar, tudo bem. Mas ajustem lá o preço da portagem! Ou melhor, já que eu estou a pagar um serviço que não posso usufruir na sua plenitude o mais justo é não pagá-lo. Certo?!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Hobit é palavra!!!!


O jogo foi parar lá a casa e aquilo até é giro. Quase viciante. Quase terapêutico, porque é uma forma de eu canalizar toda a minha imaginação criativa.

Descobri que sou boa a inventar palavras! (Há quem lhe chame esquizofrenia, mas claramente não é esse o caso!) E na minha cabeça elas fazem sentido. Tipo: "fom - som produzido por buzinas tocadas por condutores que são panelas de pressão prestes a saltar-lhe o pipo"; "uh - som gotoral produzido pelo abominável homem das neves"; "ló - a 8ª nota musical descoberta por AMC, também conhecida por fresquinha". Faz sentido, não faz????!!!

Infelizmente o meu parceiro de jogadas vive dentro de uma quadrícula e para ele tudo é branco e preto. Nem mais nem menos. Tudo bem. Que as regras são regras e são para respeitar. Tudo bem. Que o árbitro é o grande dicionário da língua portuguesa e o que ele diz é lei. Tudo bem.

Mas, francamente, não aceitar a palavra "hobit" é insultuoso!!!! Eu vi um filme onde existia essa gente! E há livros que falam deles!!!

Há pessoas que não conseguem reconhecer um génio mesmo quando ele está à frente dos olhos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sinto-me assim :))))))))))))))))

Pois é! Aqui a fresquinha hoje sente-e muito feliz. Muito feliz porque numa visita a um certo gabinete deram-me uma boa notícia pela qual não estava à espera. Muito ou pouco, grande ou pequeno, é sempre bom quando não se está à espera. E como o ano passado tocou-me a mim não estava à espera que se repetisse.
Porque acredito que a negociação não tenha sido fácil (quando o assunto é este, nunca é) muito obrigada! A sério.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Diz que já!


Diz que a Primavera chegou na 5ª feira, dia 20 de Março. Pois é, mas a julgar pelo vento e pelo frio, ela ainda não se instalou. Deve estar no lobby há estes dias todos à espera de fazer check in! Onde raio está o concierge?! É que já tinhamos bom tempo!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dia 19 de Março


Este dia ocupa um lugar muito especial na minha vida. Por três motivos.

Porque foi neste dia, em 1994, que eu regressei de Londres. A minha primeira viagem sem os pais e com as as minhas amigas. Foi absolutamente inesquecível! Nem vou entrar em pormenores porque o Sr. Blogger não tem capacidade de armazená-los! Vou só dizer que éramos imensos, no núcleo duro éramos um grupo de 7 raparigas. Todas amigas, todas adolescentes, todas amigas do disparate. ;) Mas lembro-me que trazia, orgulhosa, um par de peúgas azuis aos losangolos para dar ao meu pai.

Porque faz hoje um ano que eu tinha ecografia marcada e ia esperançosa de saber se era menino ou menia e saí do consultório a saber que... eram dois!!!! Foi medo, foi susto, foi suor, foi quase arrependimento, foram pernas a tremer e coração a bater mais forte! No dia a seguir, não foi nada disso. Foi só alegria e euforia!!!

Porque, este ano, pela primeira vez na minha vida tenho a missão de me perder em corredores à procura DA prenda do Dia do Pai, que a primeira que se recebe não se esquece.

Agora, será que tenho que comprar duas?!

Dia do Pai


A vida do meu pai dava um filme. Muitas vezes seria uma comédia, daquela com humor negro, teria alguns apontamentos de drama... e às vezes teria direito mesmo a bolinha vermelha no canto superior direito.

Ele conta que quando era pequeno só usava sapatos no Inverno e que ia para a escola a pé por um caminho terra e pedras. Eu conheço esse caminho... e devia doer como tudo! Ele também conta que a minha avó deixava-os (a ele e às minhas tias) dentro de um caixote debaixo de uma alfarrobeira, como se fossem uma ninhada de gatinhos. Ele conta que bebia leite directamente das tetas das cabras. (Incrível! Nunca apanhou brucelose!!!)

O meu pai não é doutor nem engenheiro, mas começou a trabalhar aos 14 anos. E embora seja do Algarve, aprendeu a nadar na praia do Samouco. O meu pai foi à guerra, mas não deu nem levou, porque lá arranjou maneira de se esconder atrás de uma secretária. esteve em Moçambique e, como era muito namoradeiro, sei que lá por África deve haver um pretito com uns olhos azuis lindos como só o meu pai tem. E eu gostava tanto de ter os olhos como os dele...!

Quando eu era pequena o meu pai cantava-me canções pedagogicamente incorrectas... e eu gostava taaaaanto. Ainda gosto! Era a música da caveira que deu com a tíbia no cadáver zarolho, a música dos números em que o 6 dá uma facada no 7.

E o meu pai a rir?! É de chorar!!! Quando a gargalhada dele começa nunca mais para e quando se rende à dor de barriga as lágrimas rolam-lhe pela cara!!! E ele ri-se das tontices e das judiarias que faz com toda a naturalidade como se fosse o maior dos mimos. Eu devia ter 4 anos e lembro-me de o meu pai estar a descascar um ovo acabadinho de cozer e depois pediu-me com a maior naturalidade para pô-lo na mesa. E eu lá fui, confiante, agarrar naquele ovo branquinho... a escaldar! Descobri o que é o "quente" da pior maneira! Chorei este mundo e o outro! A minha mãe tentava acalmar a minha dor com água fria, na casa de banho e estava irritadísima com ele.

Mas o meu pai é assim: cheio de traquinices, como se ainda tivesse 3 anos.

Feliz Dia do Pai, daddy!

segunda-feira, 17 de março de 2008

6 meses e 1 dia


... e ainda o primeiro dói-dói.

Quatro pessoas, oito olhos. Ninguém deu conta. Quando eu vi já era tarde demais.

A mãozinha exploradora decidiu agarrar o entrecosto que esperava pela primeira garfada no meu prato, mas quem mais sofreu foi o indicador irrequieto.

Primeiro veio o choro de susto, depois o choro da dor a sério, a seguir os gritos de sofrimento. O maior de uma vida de 6 meses. Tudo num choro ininterrupto. Uma hora inteira de lágrimas e dor e novidade má. E eu sem poder fazer nada que amainásse aquela dor, a maior de uma vida de 6 meses.

Finalmente, a bolha no dedo a testemunhar uma tentativa - mal sucedida - de travar conhecimento com o desconhecido.

Aprende: este mundo tão apelativo prega muitas partidas, minha princesa da bolha.