segunda-feira, 17 de março de 2008

6 meses


Fez no Sábado, dia 15, 6 meses que a minha vida mudou. Ficou mais cheia. Nela entraram a M e a M. Já 6 meses?!

Desde esse dia já troquei muitas fraldas, já dei muitos mimos e beijinhos, já sofri no dia das vacinas, já me comovi com as"quase-brincadeiras" entre as duas, já me derreti ao som das suas gargalhadas, já dormi muito pouco algumas noites, já me assustei com engasgos, já me pasmei com a velocidade a que a roupa deixa de servir.

Já 6 meses?!

Desde esse dia tenho o coração mais mole. Desde esse dia percebi que as mães são todas iguais. Desde esse dia digo, como todas, que as minhas filhas são as mais lindas do mundo. Pelo menos, do meu mundo. Desde esse dia tenho o coração mais duro para quem entra no meu território sem ser convidado. Desde esse dia defendo-me (e a elas também) como nunca tinha feito até então.

Já 6 meses?!

Sim, já. E está a ser tão pleno. Cada dia tão igual ao anterior, em termos de rotina, mas tão diferente em termos de desenvolvimento.


Parabéns, princesas do meu reino.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Carta aberta aos batráquios

Exmª senhora sapa,

É com algum pesar que acabo de ver que tenho uma bela multinha no pára-brisas do meu carro. Que júbilo... Sentiu-se bem ao pássá-la?! Gostou das coceguinhas que sentiu no dedo? Espero que sim! Espero que esteja radiante com tamanha felicidade que é multar quem trabalha, multar quem paga impostos atempadamente, multar quem ajuda velhinhos a atravessar a estrada. Que sensação, não é? Aposto que até lhe causa um arrepio na espinha...

Espero que sim, aliás, ACREDITO que sim! Porque ninguém pode ser residualmente feliz dentro de um fato verde desses. É que nem sequer é caqui, ou verde alface, tons que estão completamente na moda. É um verdão sem graça. Quase tão pouca graça como a sua profissão. Que maneira mais deslavada de ganhar o pão que come, não acha?! É que até a vida das profissionais nocturnas que povoam esta rua é mais animada que a sua. Roupa verdona, botas que fazem coram de vergonha ao lado das botas da tropa... e uma banana à cintura como só os parolos usam. Que vida insípida.

Um dia, os seus netos vão gostar muito de si, ah pois vão... mas calada, porque com essa vidinha de sapa não terá histórias de naves e aviões, princesas e fadas, para contar.

Que infelicidade de espírito e pobreza de alma... sua batráquia d'um c.....!

PS. - Só para que saiba, não voltei a pôr outro ticket no carro. Assim, como assim, de multada não passo, né?! Mais! A esta hora a multa amarelinha como a fome está a divertir-se numa animada orgia com pacotes de cereais e rolos de papel de cozinha no reciclão. Uma animação que vossa excelência nunca irá conhecer. Eventualmente só quando os sapos tiverem asas.

terça-feira, 11 de março de 2008

RI-DÍ-CU-LO

Ridículo é... receber um e-mail de uma pessoa que está à distância de... três passos. Nem mais nem menos. Três passos. Um mail de duas linhas.

Demorou mais escrever o mail do que demoraria ter falado comigo.

Está quase



Hoje vi uma andorinha. A primeira este ano.
Bem sei que uma andorinha não faz a Primavera... mas anuncia que ela está quase a chegar.
(Bem sei que o pássaro na imagem não é um andorinha, mas fica a ideia.)

A palhaçada em forma de festival


Este Domingo à noite a RTP exibiu um clássico: o Festival da Canção. Eh pá, há tanto tempo que eu não via um programa de comédia tão bom!!!!!!!


Adorei as letras das músicas, os arranjos músicais, os "cantores", as roupas dos "cantores", a coreografia dos "cantores"!!!! Foi só rir!!!!! A sério!


O palco tinha luzes cor e movimento (valeu o esforço da produção para dar um ar desenpoeirado ao evento), mas aquelas criaturas tiradas dos desenhos animados a esvoaçarem por lá deitou o esforço por água abaixo.


Ficou provado que alguns de nós, portugueses, estamos agarrados ao passado, como lapa à rocha, e ao xaile negro, como a traça. Se a cantiguinha meter as palavras "fado, Portugal, terra, passado, lisboa" - um cocktail que dá vontade de chorar e nos deixa envoltos num novelo de tristeza - então é mesmo linda! Mas, a verdade é que ainda estou para perceber se é mesmo assim, se o português tem um mau gosto inato, ou se é surdo por natureza!!!


Pronto... lá houve uma ou outra prestação que se esgatanhou para salvar a honra do festival e têm mérito por isso. Mas não! A que ganhou foi mesmo a canção efeito cebola: só dá vontade de chorar.


Estou em contagem decrescento para o Festival Eurovisão da Canção. Sempre quero ver a sova humilhante que vamos levar. É que até a Estónia ou um outro recém-país qualquer ganha mais votos que nós! Mais! Já nem a Espanha nos dá os pontinhos misericordiosos!!!! Misericórdia sim, mas haja vergonha na cara. E os espanhóis têm-na! Nós é que não que inistimos em fazer figuras tristes... em público.


Senhores "cantores": tentem cantar no chuveiro. Vá lá! É tão bom. E além do vizinho de cima, não chateia mais ninguém. Nem tão pouco envergonha uma Nação inteira.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Contas à vida

Hoje fui a uma loja comprar uns sapatinhos para as minhas "gatinhas".
- Como são duas, serão dois pares. Conta a dobrar. Por isso, é absolutamente proibitivo dar 30€ por um par, até porque aos 6 meses de idade os sapatos servem nos pézinhos apenas por... 15 dias, por aí!
Isto para dizer que, depois desta conversa, a senhora da loja ficou a pensar que os sapatinhos eram para eu oferecer. (De certa forma, sim. Mas não precisava embrulhar e fazer o lacinho com tanto aprumo.) Ela não percebeu que eu era a mãe!!!
Não sei se fique feliz ou não. Feliz porque, quem olha para mim, não acredita que tive gémeos. Consigo vestir a minha roupa "pré-mamã" e tudo. Menos feliz porque, será que tenho um ar assim tão "des-mãe"?

REVIGORANTE

Sábado foi assim: revigorante. É certo que acordei às 6h30 (hora do biberão). Mas às 16h já aqui estava... e foi tão... tão deliciosamente tranquilo, à beira do nirvana, tangendo o zen. Para repetir, sem dúvida, só daqui a algum tempo, que prazeres destes não se podem confundir com rotina quotidiana. Têm que manter aquele sabor a exclusivo e reservado.
À noite o jantar foi no Buenos Aires. A companhia, a melhor: o V, o N e a R.
No entanto, não houve uma hora que eu não olhásse para o relógio, querendo secretamente que o tempo passásse depressa. É que o coração é um gajo tramado. E o meu levou-me a cabeça para casa várias vezes, a pensar nas minhas "gatinhas".