quinta-feira, 28 de maio de 2009

Juro que não percebo!


Toda a gente andava cansada do inverno e do frio, certo? Certo.
Toda a gente insultou uma ou outra vez o S. Pedro por ele nunca mais nos dar sol e calor, certo? Certo.
Toda a gente olhou com saudades para as roupas de verão e para as sandálias, certo? Certo.

Então porque raio é que em todo e qualquer estabelecimento o ar condicionado está a bombar nos - 52º???!!! E me faz tremer de saudades do penado?! Só um fresquinho e uma sensação de "está-se mesmo bem" não chegava, não?

Juro que não percebo. Alguém que me explique, sff.

Que surpresa!!!

Eis senão qual é o meu espanto quando vejo que este blog tem uma seguidora!!! Tem sim senhor! Teria todo o gosto em mostrar a todos ali na barra lateral quem é esta pessoa tão fofinha e atenciosa, mas não sei como é que isso se faz. Aliás, já deve ter reparado que eu nem sequer tenho ali os meu blogs preferidos. Não por nada. É só porque eu não sei como colocá-los lá.
Em todo o caso, muito obrigada, seguidora deste blog! :)

Voltei!!!


O melhor das viagens é o regresso. É ver os olhos de quem nos vai esperar ao aeroporto. É sentir o abraço quente e cheio de saudades. São as saudades e o almoço em família onde são servidas todas as histórias e a comida da qual se sente tanta falta.

Nova Iorque?! Estava óptima. E enorme em todos os sentidos. Lá tudo é grande. Os prédios são enormíssimos, os passeios são larguísimos, as avenidas extensíssimas e as pessoas... bom, as pessoas também elas são espaçosas. :)

Subi ao Empire State Building e vi tudo lá de cima. Andei de helicóptero e vi Manhattan ainda lá mais do alto e foi es-pec-ta-cu-lar!!! Mergulhei no Central Park e cheguei à conclusão que há muito nova-iorquino calinas! Aquilo era só gente, montes de gente, a gozar o sol. Entrei em Harlem mas saí logo a seguir. Aquilo não é para mim. Vi o Ground Zero e fiquei ainda mais perplexa com a área que aquelas torres ocupavam. Vendo na televisão não dá para ter a verdadeira noção do espaço. Fui jantar a um italiano tão fantástico que tem 2* Michelin! descobri que o hotel em que fiquei era apenas a dois minutos (a pé!) de Times Square. E a caminho do Hotel cruzei-me com o Big da Carrie Bradshaw.

Tinha muito mais para dizer... mas fico-me por aqui. Em duas palavras: foi maravilhoso!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vou... ficando.

New York

Ainda não fui e já estou morta de saudades. É só o que me apraz dizer.
Sinto que preciso de um tempinho para mim, para nós, que estas crianças absorvem-nos e exigem de nós o temos e o que não temos, o que somos e até o que gostaríamos de ser. Vai fazer-nos bem. E elas ficam lindamente entregues e mal vão dar pela nossa falta, tamanha vai ser a diversão e a animação em torno delas.
Mas o discurso racional não dá um "chega para lá" nestas saudades nem nesta sensação de que durante uma semana vou estar incompleta. E isso só por si já dói.
Chego a ser rídicula, não chego?
Desculpe lá qualquer coisinha.
Agora vou ali fazer as malas, e chorar.

Até para a semana.

Deus me dê paciência, porque se me dá força eu eu atiro-me a ela!

Esta miúda está-se-me a meter nos nervos! A sério.
Detesto gentinha que anda sempre com ares de altivez cospe frases, em vez de falar "comás" pessoas.

(Esta tem que se manter "private". Sorry.)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Deus e o seu estranho sentido de humor


Há muitos anos que a vontade vinha a crescer dentro de mim: ser operada à miopia! Isso é que era maravilhoso! Não ter que depender dos óculos (ou das lentes de contacto) como dependo do ar. Mas as dúvidas e o medo eram muitos. Operar aos olhos? Andar lá a escarafunchar com laser? Mas... e dói? Mas... e depois fico vendada durante a convalescença? E durante esse tempo vo0u consumir-me se vejo ou se estou irremediavelmente ceguinha? E se corre mal? E quanto é que custa?
Entretanto arrumei todas essas questões na minha cabeça (e na carteira, já agora) e decidi seguir em frente. Marquei a consulta, fiz os testes necessários e... e lá veio balde de água fria.
- A AMC não pode ser operada porque a espessura da sua córnea é insuficiente.

WHAT???!!!

Pois é. A situação que eu pensava que só acontecia uma num milhão aconteceu-me a mim. espessura de córnea insuficiente. Certo.
Quatro anos depois lá me conformei. Ok, o que não tem remédio, remediado está, não é assim? Siga em frente.
Entretanto, o dinheiro continuou a marinar lá na conta. Até que eu, finalmente, depois de muito tocar e olhar ao espelho decidi-me a dar-lhe o devido uso: Mas não seria para já.
Um dia o marido chega-me a casa e diz, todo contente da vida "já há esperança!!! Primeiro tens que voltar a repetir os testes oftalmológicos a ver o que dá, mas já há esperança!!!"
Meu Deus, muito obrigada por tanta atenção. Obrigada por me pores a pensar e repensar, por alterares o meu corpo, pores-me a pensar e a repensar, fazeres a tecnologia avançar, baralhares e voltares a dar. Tens um sentido de humor singular. Se calhar tens um lugar reservado para ti n'Os Contemporâneos. Manda-lhes os teu CV. Boa sorte! Continua asssim e vais ver que consegues.

PS - Já agora, meu Deus do bom humor, vê lá se desta vez eu passo nos testes à visão e ponho as gaffas a milhas, tá? Muito e muito brigada, mesmo.

E o dia começa bem

O cenário do encontro foi um enorme corredor. Eu a entar, num extremo do dito, ele do outro extremo, preparava-se para sair. Vimo-nos e lá veio aquele sorriso, como quem diz "é tão bom ver-te". Invevitavelmente. E fomos avançando, sempre olhos nos olhos. Quando nos cruzámos ele sopra-me naquela voz de deus grego um delicioso "bom dia, gira!" acompanhado de um piscar de olho. Eu respondo "olá!" na minha voz que se esconde no canto do chinelo perante a dele. E seguimos os nossos caminhos na certeza de que nos vamos voltar a cruzar.

Os condimentos para um romance digno de filme estão cá todos. Só falham duas coisas:
- eu ser casadíssima, e muito bem casada, por sinal;
- ele ser alegadamente gay. (Digo alegadamente porque recuso-me a acreditar nesta tese.)