Pela fresquinha. Aquele sol da manhã. Aquela espreguiça. Aquele sorriso. Aquele abraço. Aquele humor. Pela fresquinha. De alma e peito abertos. Pela fresquinha. Aquele(re)começar de novo. Inspira. Fecha a porta. Bora lá. Pela fresquinha.
Sábado foi dia de jantar fora! Enquanto a minha mesa não ficava livre, eu e as minhas amigas sentámo-nos no bar e quando me preparava para pedir a minha bebida o baman dirige-se a mim nestes modos:
- E a princesa o que é que vai tomar?
Olhei para trás a ver se o comentário era para outra pessoa. Mas não, era para mim mesma. Se calhar este é o "modus operandi" do senhor, mas o certo é que as minhas amigas não mereceram o galanteio.
É preciso chegar aos 32 para um barman se dirigir a mim assim, açucarado.
Primeiro, parecia que o dia até ía estar bonito e por isso escolhi uma camisola que, apesar dos seus 500 anos, cheira a Primavera e não a naftalina, como se poderia adivinhar. Chego à rua e começa a desabar. Tudo bem. Vamos lá ao guarda-chuva. Ups...! Ficou no trabalho. Tudo bem. Vai uma pequena molha, mas siga. Quando estou a inscrever as crianças no pré-escolar... "ah... ainda faz falta não sei o quê da segurança social". Tremi e tive logo ali um par de apoplexias. Segurança social é sinónimo de desperdiçar tempo, muito tempo, demasiado tempo! Mas bora lá. Já tinha raízes quando chamaram a senha A018! Durante o acto da inscrição, a senhora ainda da papelada ainda me pediu "um minutinho" para pagar à senhora da papelaria que tinha ido lá entregar o saco que vem com a revista Caras. "É só o saco, faz favor." E pela minha cabeça só me passavam palavras começadas pela letra f. Nada que pudesse pronunciar ali, portanto. Felizmente, e dada a hora escandalosa a que fui pra o trabalho, não apanhei trânsito nenhum. Ao menos isso. Quando cheguei à rádio, esta pérola roubou-me uma salva de gargalhadas. Eu sei que é feio rir das quedas das pessoas, mas eu tenho um defeito de fabrico que me impede de tal capacidade. É clicar para ver, sff. E para ver/rir até ao fim.
Esta nódoa negra que tenho no queixo? Foi de o desgraçado ter caído ontem no chão. E porquê? Porque ontem vi um Audi TT (como o da foto) como carro de condução!!! Daqueles em que os maçaricos sentam o rabo! Para aprender a conduzir.
Juro que não percebo! Ele é BMWs Série 1, ele é Audis TTs...! Mas agora pode-se escolher o carro em que se quer aprender a meter as mudanças? Paga-se um extra qualquer para conduzir um bebé destes? Ou será que as escolas têm benefícios fiscais ou de outra ordem por terem estes carros no seu parque automóvel?
Juro que não percebo, mas inqueita-me. Se assim for, quero ter a minha própria escola de condução.
É uma frase batida, mas é a verdade. Eu não tenho tempo para nada. Todas as actividades da minha semana que não sejam trabalho, tratar das filhas e da manutenção dos víveres de casa só é metido na minha agenda à força de martelada. E alguma coisa fica a perder.
Ir ao cabeleireiro?
Arranjar as unhas?
Comprar a prenda de anos do pai (vem aí!)?
Ir buscra o raio do secador que está a arranjar?
Esquece lá isso! Não tenho tempo!!!
É certo que já estou cansada do inverno e deste tempo triste... mas se a Primavera chegar amanhã eu vou continuar a vestir roupa quente e da qual já estou fartinha até à testa!!! Mas se não for esta roupa que tento re-inventar todas as manhãs, não tenho mais nada para vestir.
Andar nua também é uma possibilidade. A acontecer isso, o mais provável é escrever os meus próximos posts directamente de uma cela qualquer, por atentado ao pudor. Numa cela, mas vestida. Eles na prisão dão farda, não dão?
A sério, onde é que posso arranjar dias com 48 horas? Dava-me tanto jeito...
... deixar o carro destrancado na rua durante o fim de semana todo, com um blusão de ganga, um sobretudo, um chapéu de chuva, óculos escuros, auricular do telemóvel, uma laranja, uma garrafa de água, um pacotão de fraldas (ainda custam 17 euros!!!) e 15 euros, tudo à vista, e não faltar rigorosamente nada.
Só hoje, 3ª feira, é que estou recomposta e consigo falar sobre o assunto.
Para já, porque a animação começou na 6ª feira. Com um almoço de equipa fantástico. O almoço e a equipa.
Depois à noite houve direito a jantar com os amigos e cinema. Sábado de manhã, as fofinhas foram divertir-se nos baloiços do parque. Sábado à noite, decorreu aqui o sempre esperado, entusiasmante e divertidíssimo JPBQPB. Até parece a sigla de um partido político, bem sei, mas não é. Posso apenas dizer que as duas primeiras querem dizer "Jantar de Pessoas".
Domingo foi dia de almoçar pizza com os amigos e respectiva filharada no Parque das Nações seguida de uma visita ao Oceanário.
Houve direito a cocós em alturas improváveis? Sim houve.
Houve birras ao ponto de deixar toda a gente a olhar para mim e para a minha Monserrat Caballé de 2 anos e meio (aka Margarida)? Sim houve.
Houve direito às minhas gaffes habituais, de confundir as pessoas e falar com elas como se fossem minhas amigas desempre? Sim houve.
A minha reacção foi a do costume: rir. Rir até ficar com os olhos cheios de lágrimas. Porque com descontração e sentido de humor é tudo tão mais fácil e saboroso. Fica-se quentinho por dentro e com a alma cheia e brilhante, como o Sol, que não abandonou o fim de semana.
Fins de semana assim? Quero-os todos! E nunca serão demais.
Dentro de mim os dias de Sol têm sido demasiado escassos.
Hoje os efeitos nefastos da metereologia foram contrariados. O marido deu-me uma viagem. A Paris. Nunca lá fui. Nunca lá fomos. Mas em Setembro iremos. :) Quando sol brilhar. Em todo o lado.