De maneiras que é assim. Vou de férias! Não vão ser férias como as que conheci até aqui. Acordar à hora que se quer, nada de grandes preocupações com o almoço, torrar ao sol até a pele aguentar, ler, livros, revistas e jornais*, fazer ponto cruz (sim, gosto de fazer ponto cruz e depois?!), ouvir rádio (daquela maneira que as pessoas normais ouvem), jantar fora, etc, tec, etc.
Este ano o horário balnear está reduzido ao horário entre as 8 e as 11h (quem é que vai para a praia às 8H???!!! Além do meu pai, NINGUÉM!!!) e a partir das 17h. Vou ter que fazer sopas, ora de carne ora de peixe, vou mudar fraldas, vou embalar soninhos, vou brincar, vou fazer festinhas e dar mimos. Também vou receber muitos mimos. Disso tenho a certeza. Em 3 palavras: vou filhar muito!
Embora sejam umas férias com regras novas, as expectativas estão muito altas. O Nuno e a Rita também vão passar uns dias connosco para dar um cheirinho a velhas e saudosas férias.
Mas férias são sempre férias. Boas e pronto! Vou finalmente mergulhar o pézinho na areia, vou sentir o sol, vou abraçar o mar e vou sentir aquele cheiro que só o Algarve tem. E vou namorar.
Boas férias a todos!
Até Agosto!
* - por acaso ler jornais na praia é coisa que me irrita. O vento entorta as folhas todas, a areia mete-se onde não é chamada... no fim aquilo deixa de ser jornal e passa a ser um mil-folhas!
Pela fresquinha. Aquele sol da manhã. Aquela espreguiça. Aquele sorriso. Aquele abraço. Aquele humor. Pela fresquinha. De alma e peito abertos. Pela fresquinha. Aquele(re)começar de novo. Inspira. Fecha a porta. Bora lá. Pela fresquinha.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Mais um desabafo
Mas porque é que, depois de vestir as raparigas com um vestido cor de rosa de alto a baixo há sempre alguém que pergunta invariavelmente:

- É um casalinho?
Resposta que me apetece dar, mas que a boa educação que os meus pais me deram me impede de fazer:
- Não, como mostra a cor da indumentária, são duas meninas. Por mais à frente que seja, nunca iria vestir um menino de rosa da cabeça aos pés. Pior! Nunca iria pôr um vestido a um menino! Se isto fosse a Escócia, uma saia ainda vá que não vá, para conservar a tradição. Mas... VESTIDO???!!! Já agora, o meu marido é oftalmologista... apareça por lá que está a precisar, sua pitosga da m---a!

Desta vez foi
Ontem preenchi uma reclamação no livro de reclamações. Motivo: violação os meus direitos.

Estava eu (com as minhas duas princesas!) numa fila de atendimento prioritário para grávidas, acompanhantes de crianças de colo e idosos numa caixa de um hipermercado e não é que nenhuma das 4 pessoas que estavam na fila me cedeu passagem???
Mais! Houve uma fulaninha que depois de observar esse espectáculo que é duas crianças gémeas, de lhes ter tirado as medidas e ter pensado que a ida ao supermercado já tinha valido a pena porque tinha ido ao circo sem pagar bilhete, dizia eu, não é que essa dita fulaninha pasou obscenamente à minha frente na fila???!!!
Ok, meus senhores, assim já é demais! Enquanto estive grávida foram grandes e foram muitos os alaridos que o meu barrigão provocou nas caixas de atendimento prioritário. Foram muitos os comentários menos agradávei que ouvi. Alguns deixei sem resposta, outros respondi à letra. Desde "gravidez não é doença", "eu também estive grávida", valeu tudo.
Agora chega! Chega por mim e sobrtudo, chega pelas minhas filhas!!! É que as minhas crianças estavam aos berros porque já estavam incomodadas de estar no mesmo sítio! E ninguém disse, "faça favor"! Nem a senhora que estava na caixa! Essa é a maior responsável. Já que assume essa caixa tem que assumir as responsabilidades inerente à mesma. tem que estar com atenção para ver se na sua fila está alguém que mreça atendimento prioriotário. mas não. As senhoras das caixas demitem-se dessa função.
Chega! Espero que se faça alguma coisa. Eu fiz o que tinha a fazer. Agora é a vez destes senhores.

sexta-feira, 11 de julho de 2008
Ganda S. Pedro!!!
Do avesso
De repente, sopra um vento e tudo muda. E o que está bem, organizado e previsto, tranforma-se em insegurança, em desorganização e em receio que o desconhecido provoca em todos nós. Pelo menos em mim provoca.
O que estava marcado para uma semana depois, teve que ser acalcado com os pés num buraquinho na agenda. Liga, desmarca, liga a remarcar. Conversa-se, trocam-se as voltas, põem-se uns dias de férias extra...
Mas pronto, verdadeiramente importante é que quem estava com a saúde a faltar-lhe parece que já começa a levantar a cabeça. Mais uns dias no hospital e seguramente que tudo vai ao sítio. E nessa altura, sim, irei dar ao corpo as merecidas férias... e a consciência irá tranquila. Porque tudo está bem quando acaba bem.
O que estava marcado para uma semana depois, teve que ser acalcado com os pés num buraquinho na agenda. Liga, desmarca, liga a remarcar. Conversa-se, trocam-se as voltas, põem-se uns dias de férias extra...
Mas pronto, verdadeiramente importante é que quem estava com a saúde a faltar-lhe parece que já começa a levantar a cabeça. Mais uns dias no hospital e seguramente que tudo vai ao sítio. E nessa altura, sim, irei dar ao corpo as merecidas férias... e a consciência irá tranquila. Porque tudo está bem quando acaba bem.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Tenho saudades

Tenho saudades de andar de avião. E a saudade aperta ainda mais cada vez que vejo um a fazer-se ao céu. Ali vou eu na Ponte Vasco da Gama, olhos postos no céu e inevitavelmente a pensar "gostava tanto de estar ali dentro...!" Não importa se o destino é França, China, Namíbia ou Vietname. Gostava tanto de ir lá dentro, e pronto!
Tenho saudades daquele arrepio ao levantar voo, da força que me esmaga contra o banco, daquela velocidade crescente...! Tenho saudades da vertigem ao aterrar, de sentir os travões a mostrar a sua força!
Por vezes penso que se tivesse uma vida paralela até gostava de ser piloto. Sim, porque melhor do que sentir aquilo tudo é proporcionar todas essas sensações em nós e aos outros também.
As palmas no final é que dispensava. Porque são sinónimo de parolice.
Fascina-me a ideia de poder ver todos os dias o mundo de outra prespectiva. Ver o mundo de cima. Lá do alto tudo parece pequeno. Tão pequeno que fica em terra.
Só o que é grande é que vai connosco para as alturas.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ainda as malas
Por favor, escondam todas as malas, malinhas e maletas Mandarina Duck. Risquem a Mandarina Duck das listas telefónicas. Apaguem a Mandarina Duck do mapa.
Só para evitar que um qualquer sultão da marroquinaria barata se lembre de inventar as malas Patinho!
Só para evitar que um qualquer sultão da marroquinaria barata se lembre de inventar as malas Patinho!
Por favor...!
Depois da marca (se é que se pode chamar "marca") Cavalinho ter saído à rua claramente para imitar as malas "El Caballo", o que é que eu hoje vi ao ombro de uma jovem??? Uma mala da marca ("marca" não será a palavra correcta, mas vá!) Cachorrinho???!!!
Malas Cachorrinho?! Cachorrinho?! Ao menos inventem um nome decente, caramba!
Por favor...! Se a imitação já é sofrível, a imitação da imitação é de esconder debaixo das pedras da calçada.
Jovem, até um saco de plástico do Continente à tira-colo dava-te mais personalidade, pá!!!
Malas Cachorrinho?! Cachorrinho?! Ao menos inventem um nome decente, caramba!
Por favor...! Se a imitação já é sofrível, a imitação da imitação é de esconder debaixo das pedras da calçada.
Jovem, até um saco de plástico do Continente à tira-colo dava-te mais personalidade, pá!!!
terça-feira, 1 de julho de 2008
Só para desanuviar
Sabemos que os tempos são de crise quando uma cliente entra numa boutique de bairro e, após dizer que "tem peças mesmo giras!", pergunta à dona da mesma:
- Quando é que começas os saldos?
- Quando é que começas os saldos?
Há dias assim

Hoje está um daqueles dias. Daqueles dias em que o sol brilha, mas cá dentro chove e faz vento. Daqueles dias em que está um calorzinho bom, mas cá dentro está tudo frio. Daqueles dias em que se abre o armário e se tira a roupa mais fresca, leve e colorida. Eu vesti uma camisa negra. Daqueles dias em que apetece comprar um gelado e comer no parque debaixo da sombra das árvores. A mim apetece-me esconder-me num quarto escuro.
A mim apetece-me fazer dos kleenex os meus melhores amigos e afogá-los em lágrimas.
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